segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sensibilidade de Gloria Peres

Glória Perez faz revelações emocionantes

fonte: O FUXICO !

Em entrevista ao Jornal Extra, Glória Perez externou toda a sua sensibilidade, ao falar abertamente sobre a recuperação do câncer, a luta pela superação da morte da filha Daniela Perez e outros assuntos. Apesar dos pesares, ela mantém o sorriso e trata de cuidar do visual, alternando perucas que usa devido às sessões de quimioterapia.

Em meio a muitas gargalhadas e pausas quase dramáticas, ela falou ao jornal. Confira alguns trechos!

Ibope

“Tenho um em casa. É claro que a maquininha do Ibope me emociona, mas já não tem o mesmo impacto de antes. A tendência hoje é que o controle esteja nas mãos do telespectador. Ele determina o que e quando vai assistir. Isso muda tudo. A medição tradicional já não responde a essas mudanças. Hoje, o impacto da repercussão é mais forte. O grande barato é andar pelas ruas e ouvir as pessoas falando as expressões da novela, ver as vitrines cheias de moda indiana”...

Namoro

“Lógico que eu namoro! No momento, estou só. Você acha que alguém namora fazendo novela? É difícil. Não precisa interromper, mas tem que ser um romance muito firme, para durar enquanto você está escrevendo um folhetim, porque tem que acertar o relógio pela sua rotina. E não é nada fácil”.

Vida noturna

“Eu gosto de dançar na Gafieira Estudantina (centro do Rio), saio para jantar com meus amigos, tenho uma vida bem movimentada. No entanto, não vou para onde está o holofote, porque meu trabalho já é debaixo do holofote. Gosto de viver uma vida mais discreta”.

Críticas

"Não me atenho a críticas, porque acho que a televisão não produziu uma crítica à altura dela. Nós só tivemos um crítico de tevê, que foi o Arthur da Távola. Sabe por quê? Porque era um homem que gostava de novelas. Tem gente que tem coluna de tevê, mas não gosta de novela. Como diz o Lombardi (Carlos Lombardi, o autor): gente que o jornal não considerou suficientemente boa para fazer crítica de cinema, e se ressente disso. O ressentimento transparece no que escrevem, como se a gente tivesse culpa! Esses, em vez de crítica, fazem campanhas, contra ou a favor de determinado autor. Tem uma loura que até inaugurou o gênero ‘crítica anônima’, para falar mal da minha novela. Quem pode respeitar alguém que não assina o que pensa? Eu não respeito. E quando a coisa é pessoal, como neste caso, não dá para levar em conta, certo”?

Yvone x Guilherme de Pádua

“Não pensei em Guilherme de Pádua, quando criei a Yvone (Letícia Sabatella). Ele é um psicopata assassino, armou a mando da mulher, planejou, emboscou e assassinou minha filha, porque não apareceu em dois capítulos e achou que estava saindo da novela. Só um psicopata faz isso e depois fala disso da maneira que um psicopata fala: com trivialidade. Para um psicopata, as outras pessoas são apenas um meio para conseguir um objetivo. Guilherme de Pádua e Paula Thomaz (hoje, Paula Nogueira Peixoto) mataram, deram pêsames à família e foram dormir tranquilamente. A polícia acordou os dois. São coisas que só psicopatas fazem. Só alguém completamente desvinculado de sentimentos, de empatia com outro ser humano, é capaz de fazer”.

Livro sobre o caso Daniella

“Tenho um material muito grande que os jornalistas me deram, ao falarem com o assassino na cadeia, com entrevistas que fizeram com os delegados que prenderam Guilherme, contando da prisão. Fiz um banco de dados que está começando ainda e botei na internet, numa página associada ao meu blog. Ali está tudo reunido, por sequência. Desde a investigação até a sentença do juiz”.

Quimioterapia

“Já fiz três das seis sessões de quimio que eu preciso fazer. A ideia que eu tinha da quimio era muito negativa, de uma coisa assustadora, dolorosa... Mas, é igual a ler uma bula de remédio. Quando você vê os efeitos colaterais do remédio, já se imagina sentindo todos eles. Não é bem assim. Comecei a conversar com muitas pessoas que passaram por esse processo sem grandes danos. Alguns tiveram enjoo, ou algum outro sintoma, outros não tiveram nada. Eu, até hoje, não tive nada. Claro que não se pode comparar meu caso com casos muito graves. Tive um linfoma que estava na tireoide, era primário e foi inteiramente retirado. A quimio é preventiva”.

Vaidade

“Senti que as pessoas valorizam muito essa coisa da queda do cabelo; eu não valorizei. Tenho três perucas, de tons diferentes. Uma mais curta, uma média e uma longa, na qual faço rabo de cavalo e tudo. Não tem problema nenhum, o cabelo nasce de novo. Assim que acabar a quimioterapia, vai começar a nascer outra vez”.

Morte

“Sempre percebi a morte de uma forma muito natural. Vim do interior, do Acre. Então, convivi intimamente com a natureza, e o ciclo da vida é muito presente e claro para mim. Mostra que tudo tem fim, que as coisas se renovam. É bonito que seja assim. A gente precisa sair para outros chegarem, assim como outros saíram para a gente chegar”.

O final da novela

“O final de Caminhos? Esperem por grandes emoções. Posso adiantar que Duda (Tânia Khalill) não vai morrer de parto, como estão espalhando; a família de Opash (Tony Ramos) não vai ficar na miséria, nem Zeca (Duda Nagle) vai ficar paralítico! Imagina, também disseram que Raul (Alexandre Borges) vai matar Yvone. Isso não existe. As pessoas devem estar loucas para se livrar dela. Credo, o pessoal gosta de ópera! E ainda faltam 32 capítulos para eu escrever”.

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